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 Estudo-Síntese - PERISPÍRITO

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MarcoALSilva



Mensagens : 5
Data de inscrição : 06/02/2010

MensagemAssunto: Estudo-Síntese - PERISPÍRITO   Sab Fev 06, 2010 9:27 pm

PERISPÍRITO

Referindo-se ao Espírito como o ser espiritual, individualizado e consciente de si, em O Livro dos Espíritos vê-se o ensinamento de que essa essência espiritual limita-se por um envoltório chamado perispírito. É semimaterial e formado pelos fluidos oriundos do fluido cósmico universal existentes em cada planeta.

93. O Espírito, propriamente dito, nenhuma cobertura tem, ou, como pretendem alguns, está sempre envolto numa substância qualquer?
“Envolve-o uma substância, vaporosa para os teus olhos, mas ainda bastante grosseira para nós; assaz vaporosa, entretanto, para poder elevar-se na atmosfera e transportar-se aonde queira.”
Envolvendo o gérmen de um fruto, há o perisperma; do mesmo modo, uma substância que, por comparação, se pode chamar perispírito, serve de envoltório ao Espírito propriamente dito.

94. D e onde tira o Espírito o seu invólucro semimaterial?
“Do fluido universal de cada globo, razão por que não é idêntico em todos os mundos. Passando de um mundo a outro, o Espírito muda de envoltório, como mudais de roupa.”
(O Livro dos Espíritos)

O perispírito é, em última análise, uma modificação do fluido cósmico universal. Kardec apresenta um conceito bem elucidativo: o perispírito é uma condensação do fluido cósmico universal em torno de um foco de inteligência. Na verdade, o perispírito é moldado a partir dos fluidos ambientais de cada planeta, ou seja, das modificações do fluido universal existentes em cada planeta, como já destacado.

O perispírito, ou corpo fluídico dos Espíritos, é um dos mais importantes produtos do fluido cósmico; é uma condensação desse fluido em torno de um foco de inteligência ou alma. Já vimos que também o corpo carnal
tem seu princípio de origem nesse mesmo fluido condensado e transformado em matéria tangível. No perispírito, a transformação molecular se opera diferentemente, porquanto o fluido conserva a sua imponderabilidade e suas qualidades etéreas. O corpo perispirítico e o corpo carnal têm pois origem no mesmo elemento primitivo; ambos são matéria, ainda que em dois estados diferentes.
Do meio onde se encontra é que o Espírito extrai o seu perispírito, isto é, esse envoltório ele o forma dos fluidos ambientes. Resulta daí que os elementos constitutivos do perispírito naturalmente variam, conforme os
mundos.
(A Gênese – pág. 277)

A formação do perispírito, sendo feita sobre os fluidos do ambiente em que o Espírito se situa, obedece também a uma gradação conforme o grau evolutivo desse Espírito. Em um mesmo planeta há vários padrões de fluidos, uns mais grosseiros, outros mais etéreos, ficando a constituição perispirítica em proporção direta ao adiantamento do Espírito, tanto maior a sua materialidade quanto menor o adiantamento e vice-versa.

A camada de fluidos espirituais que cerca a Terra se pode comparar às camadas inferiores da atmosfera, mais pesadas, mais compactas, menos puras, do que as camadas superiores. Não são homogêneos esses fluidos; são uma mistura de moléculas de diversas qualidades, entre as quais necessariamente se encontram. as moléculas elementares que lhes formam a base, porém mais ou menos alteradas. Os efeitos que esses fluidos produzem estarão na razão da soma das partes puras que eles encerram.
[...]
Os Espíritos chamados a viver naquele meio tiram dele seus perispíritos;
porém, conforme seja mais ou menos depurado o Espírito, seu perispírito se formará das partes mais puras ou das mais grosseiras do fluido peculiar ao mundo onde ele encarna.
(A Gênese – pág. 279)

Adiante, uma nota de Kardec lançada em O Livro dos Médiuns, muito interesante e elucidativa:

Já foi explicado que a densidade do perispírito, se assim se pode dizer, varia de acordo com o estado dos mundos. Parece que também varia, em um mesmo mundo, de indivíduo para indivíduo. Nos Espíritos moralmente adiantados, é mais sutil e se aproxima da dos Espíritos elevados; nos Espíritos inferiores, ao contrário, aproxima-se da matéria e é o que faz que os Espíritos de baixa condição conservem por muito tempo as ilusões da vida terrestre. Esses pensam e obram como se ainda fossem vivos; experimentam os mesmos desejos e quase que se poderia dizer a mesma sensualidade. Esta grosseria do perispírito, dando-lhe mais afinidade com a matéria, torna os Espíritos inferiores mais aptos às manifestações físicas.
(O Livro dos Médiuns – pág. 94) (Grifei)

Na tradução de J. Herculado Pires:

Observação - A densidade do perispírito, se assim se pode dizer, varia de acordo com a natureza dos mundos, como já foi ensinado. (O Livro dos Espíritos, n° 94 e 187). Parece variar também no mesmo mundo, segundo os indivíduos. Nos Espíritos moralmente adiantados ele é mais sutil e se aproxima do perispírito das entidades elevadas: nos Espíritos inferiores aproxima-se da matéria e é isso que determina a persistência das ilusões da vida terrena nas entidades de baixa categoria, que pensam e agem como se ainda estivessem na vida física, tendo os mesmos desejos e quase poderíamos dizer a mesma sensualidade. Essa densidade maior do perispírito, estabelecendo maior afinidade com a matéria, torna os Espíritos inferiores mais aptos para as manifestações físicas.
(O Livro dos Médiuns – pág. 47)

Não por outra razão, certamente, foi destacado em A Gênese que o perispírito é constituído consoante as características do Espírito que o forma.

Resulta disso este fato capital: a constituição íntima do perispírito não é idêntica em todos os Espíritos encarnados ou desencarnados que povoam a Terra ou o espaço que a circunda. O mesmo já não se dá com o corpo carnal, que, como foi demonstrado, se forma dos mesmos elementos, qualquer que seja a superioridade ou a inferioridade do Espírito. Por isso, em todos, são os mesmos os efeitos que o corpo produz, semelhantes as necessidades, ao passo que diferem em tudo o que respeita ao perispírito.
Também resulta que: o envoltório perispirítico de um Espírito se modifica com o progresso moral que este realiza em cada encarnação, embora ele encarne no mesmo meio; que os Espíritos superiores, encarnando excepcionalmente, em missão, num mundo inferior, têm perispírito menos grosseiro do que o dos indígenas desse mundo.
(A Gênese – pág. 279 - grifei)

INTERAÇÕES ESPÍRITO – FLUIDOS

A composição do perispírito nos permite entender que existe efetivamente uma interação do Espírito em relação aos fluidos em geral. O perispírito é feito a partir dos fluidos ambientais de cada orbe, como visto. Assim, os mais variados fluidos são movimentados, atraídos, absorvidos, enfim empregados pelo Espírito.

Impende buscarmos compreender o que sejam os fluidos.

OS FLUIDOS

Uma concepção possível acerca de fluidos é: Fluidos são irradiações manifestas no meio em que se caracterizam.

O fluido universal se espraia por todo o Universo. É denominado em A Gênese como fluido cósmico universal. Conquanto a ciência não mais contemple o éter, podemos ter em mente que é esse éter o meio universal de irradiação do fluido primordial. Éter, aqui (independentemente de variações que esse termo possa ter consoante essa ou aquela escola espiritualista), é uma referência ao corpo do fluido universal. É o meio pelo qual o fluido é irradiado pela vontade de Deus. O próprio meio é comumente referido como o fluido. No entanto, o fluido universal, como já visto antes, não é uma emanação do Criador mas dele advém pelo exercício de Sua Vontade, que o imprime no todo universal para os fins a que se destina, no concerto da Grande Obra, que assim se irradia à eternidade e por todo o infinito. É uma irradiação no meio.

I. Será o fluido universal uma emanação da divindade?
"Não."
II. Será uma criação da divindade?
"Tudo é criado, exceto Deus."
III. O fluido universal será ao mesmo tempo o elemento universal?
"Sim, é o princípio elementar de todas as coisas."
(O Livro dos Médiuns – pág. 92)

Como já visto, a trindade universal é Deus – Espírito – Matéria. Portanto, relembremos que à exceção de Deus e do Espírito, tudo o mais é matéria. No caso do éter universal, é a matéria quintessenciada (o termo quintessência vem de quinta essência, no sentido de ser pertinente ao quinto elemento da natureza, além dos tradicionais fogo-terra-água-ar). Não é de natureza espiritual, conquanto seja comum dizer-se “fluido espiritual”. É matéria etérea, imponderável, mas matéria. É o éter.

DIFERENCIAÇÃO DOS FLUIDOS

O meio etérico em que se propaga o Pensamento do Criador, conforme seja irradiado nessa ou naquela faixa de vibrações, terá propriedades diferentes conforme a Vontade de Deus.

No estado de eterização, o fluido cósmico não é uniforme; sem deixar de ser etéreo, sofre modificações tão variadas em gênero e mais numerosas talvez do que no estado de matéria tangível. Essas modificações constituem fluidos distintos que, embora procedentes do mesmo princípio, são dotados de propriedades especiais e dão lugar aos fenômenos peculiares ao mundo invisível.
(A Gênese – pág. 274 – grifei)

Cada orbe, considerando as numerosíssimas variáveis de composição e finalidade, cerca-se de fluidos tão variáveis quanto próprios ao ambiente desse orbe. Eis que os fluidos que existem na Terra não são os mesmos existentes em outros planetas, como já ficara destacado.

INTERAÇÕES ESPIRITUAIS

Consoante a Codificação Espírita:

Os fluidos espirituais, que constituem um dos estados do fluido cósmico universal, são, a bem dizer, a atmosfera dos seres espirituais; o elemento donde eles tiram os materiais sobre que operam; o meio onde ocorrem os fenômenos especiais, perceptíveis à visão e à audição do Espírito, mas que escapam aos sentidos carnais, impressionáveis somente à matéria tangível; o meio onde se forma a luz peculiar ao mundo espiritual, diferente, pela causa e pelos efeitos da luz ordinária; finalmente, o veículo do pensamento, como o ar o é do som.
(A Gênese – pág. 281 – grifei)

O meio etérico circundante reage prontamente ao pensamento e à vontade dos Espíritos. Os fluidos mudam sua cor, densidade, subdividem-se, reaglomeram-se. Mas não percamos de vista que os fluidos são irradiações no meio etérico, de modo que essas irradiações podem vibrar nos mais variados patamares, gerando luzes, sons, odores, tanto quanto podem condensar o meio até mesmo a tangibilidade física.

Basta que o Espírito pense uma coisa, para que esta se produza, como basta que modele uma ária, para que esta repercuta na atmosfera.
(A Gênese – pág. 282 – grifei)

É assim, por exemplo, que um Espírito se faz visível a um encarnado que possua a vista psíquica, sob as aparências que tinha quando vivo na época em que o segundo o conheceu, embora haja ele tido, depois dessa época, muitas encarnações. Apresenta-se com o vestuário, os sinais exteriores - enfermidades, cicatrizes, membros amputados, etc. - que tinha então. Um decapitado se apresentará sem a cabeça. Não quer isso dizer que haja conservado essas aparências, certo que não, porquanto, como Espírito, ele não é coxo, nem maneta, nem zarolho, nem decapitado; o que se dá é que, retrocedendo o seu pensamento à época em que tinha tais defeitos, seu perispírito lhes toma instantaneamente as aparências, que deixam de existir logo que o mesmo pensamento cessa de agir naquele sentido. Se, pois, de uma vez ele foi negro e branco de outra, apresentar-se-á como branco ou negro, conforme a encarnação a que se refira a sua evocação e à que se transporte o seu pensamento.
(A Gênese – pág. 282 – grifei)

Importante notar que, como o Espírito tem um perispírito fluídico, tudo o que for modelado no meio etérico terá para ele plena existência objetiva e não apenas uma forma sem substância.

Por análogo efeito, o pensamento do Espírito cria fluidicamente os objetos que ele esteja habituado a usar. Um avarento manuseará ouro, um militar trará suas armas e seu uniforme, um fumante o seu cachimbo, um lavrador a sua charrua e seus bois, uma mulher velha a sua roca. Para o Espírito, que é, também ele, fluídico, esses objetos fluidicos são tão reais, como o eram, no estado material, para o homem vivo; mas, pela razão de serem criações do pensamento, a existência deles é tão fugitiva quanto a deste.
(A Gênese – pág. 282 – grifei)

Essa capacidade de plasmagem e modelagem fluídica é comumente denominada ideoplastia. A ideoplastia traz à tona uma verdade a que o homem comum não está habituado: nada é mais ilusório do que a privacidade de um pensamento.

Há mais: criando imagens fluídicas, o pensamento se reflete no envoltório perispirítico, como num espelho; toma nele corpo e aí de certo modo se fotografa. Tenha um homem, por exemplo, a idéia de matar a outro: embora o corpo material se lhe conserve impassível, seu corpo fluídico é posto em ação pelo pensamento e reproduz todos os matizes deste último; executa fluidicamente o gesto, o ato que intentou praticar. O pensamento cria a imagem da vítima e a cena inteira é pintada, como num quadro, tal qual se lhe desenrola no espírito.
Desse modo é que os mais secretos movimentos da alma repercutem no envoltório fluídico; que uma alma pode ler noutra alma como num livro e ver o que não é perceptível aos olhos do corpo. Contudo, vendo a intenção, pode ela pressentir a execução do ato que lhe será a consequência, mas não pode determinar o instante em que o mesmo ato será executado, nem lhe assinalar os pormenores, nem, ainda, afirmar que ele se dê, porque circunstâncias ulteriores poderão modificar os planos assentados e mudar as disposições. Ele não pode ver o que ainda não esteja no pensamento do outro; o que vê é a preocupação habitual do indivíduo, seus desejos, seus projetos, seus desígnios bons ou maus.
(A Gênese – pág. 283 – grifei)

Como já observado mais de uma vez, o fluido é uma irradiação no meio etérico. Isso é muito relevante porque, paralelamente a tudo o que já foi dito, os fluidos tocam-se também de propriedades correlatas à qualidade do pensamento que o imprime. Um fluido é um fluido. É matéria. Ainda que etérica, é matéria. Mas é uma forma de matéria que absorve vibração por vibração o pensamento modelador, tomando-lhe os efeitos diretos de suas características boas ou ruins.

O pensamento do encarnado atua sobre os fluidos espirituais, como o dos desencarnados, e se transmite de Espírito a Espírito pelas mesmas vias e, conforme seja bom ou mau, saneia ou vicia os fluidos ambientes.
Desde que estes se modificam pela projeção dos pensamentos do Espírito, seu invólucro perispirítico, que é parte constituinte do seu ser e que recebe de modo direto e permanente a impressão de seus pensamentos, há de, ainda mais, guardar a de suas qualidades boas ou más. Os fluidos viciados pelos eflúvios dos maus Espíritos podem depurar-se pelo afastamento destes, cujos perispíritos, porém, serão sempre os mesmos, enquanto o Espírito não se modificar por si próprio.
Sendo o perispírito dos encarnados de natureza idêntica à dos fluidos espirituais, ele os assimila com facilidade, como uma esponja se embebe de um líquido. Esses fluidos exercem sobre o perispírito uma ação tanto mais direta, quanto, por sua expansão e sua irradiação, o perispírito com eles se confunde.
(A Gênese – pág. 285 – grifei)

Ainda mais importante, a ação dos fluidos modelados pelo pensamento ruim atingem o próprio corpo físico.
Atuando esses fluidos sobre o perispírito, este, a seu turno, reage sobre o organismo material com que se acha em contacto molecular. Se os eflúvios são de boa natureza, o corpo ressente uma impressão salutar; se são maus, a impressão é penosa. Se são permanentes e enérgicos, os eflúvios maus podem ocasionar desordens físicas; não é outra a causa de certas enfermidades.
Os meios onde superabundam os maus Espíritos são, pois, impregnados de maus fluidos que o encarnado absorve pelos poros perispiríticos, como absorve pelos poros do corpo os miasmas pestilenciais.
(A Gênese – págs. 285/286 – grifei)

ORAI E VIGIAI

Evidencia-se a extrema necessidade de manter-se o mais elevado possível o nível moral dos pensamentos predominantes em nossa mente. Eis aí o fundamento de um dos mais áureos ensinamentos: orai e vigiai.

MODELAGEM DE FLUIDOS

Referindo-se aos objetos existentes com Espíritos na erraticidade, Kardec abordou diretamente a questão da modelagem dos fluidos.

4. Seria um desdobramento da matéria inerte? Haveria no mundo invisível uma matéria essencial que revestiria as formas dos objetos que vemos? Numa palavra, esses objetos teriam o seu duplo etéreo no mundo invisível, como os homens são ali representados pelos Espíritos?
— Não é assim que isso se dá. O Espírito dispõe, sobre os elementos materiais dispersos por todo o espaço da vossa atmosfera, de um poder que estais longe de suspeitar. Ele pode concentrar esses elementos pela sua vontade e dar-lhe a forma aparente que convenha às suas intenções.
(O Livro dos Médiuns – pág. 85 - grifei)

A interação entre o Espírito e os fluidos pode atingir níveis elevados de realização. Um objeto moldado em fluidos terá praticamente todas as características de um objeto material, inclusive quanto à cor, odor, tangibilidade, sabor e até mesmo outros efeitos.

11. Suponhamos que ele quisesse fazer uma substância venenosa que uma pessoa a tomasse. Ficaria envenenada?
— O Espírito poderia fazê-la, mas não a faria porque isso não lhe é permitido.
12. Poderia fazer uma substância salutar, apropriada à cura de uma doença, e isso já aconteceu?
— Sim, muitas vezes.
13. Poderia então, da mesma maneira, fazer uma substância aliar? Suponhamos que fizesse uma fruta ou uma iguaria qualquer. Alguém poderia comê-la e sentir-se saciado?
— Sim, sim. Mas não procures tanto para achar o que é tão fácil de compreender. Basta um raio de sol para tornar perceptíveis aos vossos Órgãos grosseiros as partículas materiais que enchem o espaço no meio do qual vives. Não sabes que o ar contém vapor d'água? Condensa-os e voltarão ao estado normal. Priva-os de calor e verás que essas moléculas impalpáveis e invisíveis se transformam num corpo sólido e bem sólido. Assim muitas outras substâncias de que os químicos ainda tirarão maravilhas mais espantosas. Mas acontece que o Espírito possui instrumentos mais perfeitos que os vossos: a vontade e a permissão de Deus.
(O Livro dos Médiuns – pág. 85 - grifei)

Outro aspecto muito importante a se abordar é que o Espírito modela fluidos por ação de sua vontade mesmo que não saiba que é assim que as coisas acontecem. O Espírito traz em si condicionado pelos evos de progresso os mecanismos de atuação no meio fluídico.

15. Todos os Espíritos têm no mesmo grau o poder de produzia objetos tangíveis?
— O certo é que o Espírito, quanto mais elevado, mais facilmente o consegue, mas isso também depende das circunstâncias: os Espíritos inferiores podem ter esse poder.
16. O Espírito tem sempre consciência da maneira pela qual produz as suas roupas ou os objetos que torna aparentes?
— Não. Muitas vezes ajuda a formá-los por uma ação instintiva, que ele mesmo não compreende, se não estiver suficientemente esclarecida para isso.
(O Livro dos Médiuns – pág. 87 - grifei)

É o próprio Kardec quem nos oferece um resumo precioso acerca da interação dos Espíritos com os fluidos circundantes.

A teoria acima pode ser resumida assim: o Espírito age sobre a matéria; tira da matéria cósmica universal os elementos necessários para formar, como quiser, objetos com a aparência dos diversos corpos da Terra. Pode também operar, pela vontade, sobre a matéria elementar, uma transformação íntima que lhe dê certas propriedades. Essa faculdade é inerente à natureza do Espírito, que a exerce muitas vezes de maneira instintiva e, portanto, sem o perceber, quando se faz necessário. Os objetos formados pelo Espírito são de existência passageira, que depende da sua vontade ou da necessidade: ele pode fazê-los e desfazê-los a seu bel-prazer. Esses objetos podem, em certos casos, parecer para os vivos perfeitamente reais, tornando-se momentaneamente visíveis e mesmo tangíveis. Trata-se de formação e não de criação, pois o Espírito não pode tirar nada do nada.
A existência de uma matéria elementar única é hoje quase geralmente admitida pela ciência e os Espíritos a confirmam, como acabamos de ver. Essa matéria dá origem a todos os corpos da Natureza. As suas transformações determinam as diversas propriedades os corpos. É assim que uma substância salutar pode tornar-se venenosa por uma simples modificação. [...]
Desde que o Espírito, através apenas da sua vontade, pode agir tão decisivamente sobre a matéria elementar, compreende-se que possa formar substâncias e até mesmo desnaturar as suas propriedade, usando a própria vontade como reativo.
(O Livro dos Médiuns – pág. 87 - grifei)

ÁGUA MAGNETIZADA

A ação dos Espíritos sobre os fluidos em geral permite compreender que, seja o Espírito por si só, seja com o concurso de um encarnado, é plenamente possível acumular fluido magnético na água de um recipiente. Os fluido magnético atuará nas propriedades da água, podendo potencializá-la com efeitos benéficos.

O encarnado, dentro de certos limites, poderá fazer o mesmo ainda que sem a ajuda de um Espírito. Obviamente a vontade de assim proceder deve ser mais intensa, exigindo maior concentração.

Esta teoria nos dá a solução de um problema do magnetismo, bem conhecido mas até hoje inexplicado, que é o fato da modificação das propriedades da água pela vontade. O Espírito agente é o do magnetizador, na maioria das vezes assistido por um Espírito desencarnado. Ele opera uma transmutação por meio do fluido magnético que, como já dissemos, é a substância que mais se aproxima da matéria cósmica ou elemento universal. E se ele pode produzir uma modificação nas propriedades da água, pode igualmente faze-lo no tocante aos fluidos orgânicos, do que resulta o efeito curativo da ação magnética convenientemente dirigida.
(O Livro dos Médiuns – pág. 88 - grifei)
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